1. Introdução

A escola das mesas e cadeiras alinhadas, do quadro de giz e do toque da campainha já tem séculos, gerações de avós, pais, filhos e netos identificavam imediatamente uma sala de aula quer ela fosse do princípio do séc. XX, altura em que o quadro de giz revolucionou o ensino, quer do séc. XXI.
Antes de prosseguirmos, vale a pena discutir o conceito de interactividade, que pode ser entendida num sentido mais estrito, quando se refere ao facto da tecnologia do quadro interactivo permitir o controlo do computador através da caneta, ou seja o quadro interactivo é um dispositivo de entrada, na medida em que permite ao utilizador dar ordens ao software que controla, mas ao mesmo tempo é um dispositivo de saída, uma vez que se pode considerar um “monitor” gigante do computador, através da utilização do projector vídeo.
No entanto, se quisermos falar no sentido mais lato de interactividade, que Marco Silva[1] tão bem define no seu livro “Sala de Aula Interactiva”, entramos no campo da pedagogia, onde o quadro interactivo se transforma numa das ferramentas que facilita uma aula participada por alunos e professores.



2. O Quadro Interactivo na Sala de Aula

2.1 A minha primeira aula com o quadro interactivo

As primeiras utilizações são decisivas e convém o professor estar minimamente à vontade com o software do quadro interactivo que dispõe. O professor deve solicitar à escola o fornecimento do programa utilizado no quadro interactivo para treinar, preparar e guardar a sua primeira aula. Convém também ir à sala experimentar com a devida antecedência e, se for possível, ter à mão um colega com mais experiência. Por vezes, problemas muito simples podem criar grandes constrangimentos. O tempo gasto na preparação das primeiras aulas não é perdido e, de certeza, será mais tarde capitalizado em boas experiências. Uma consulta ao manual de instruções do quadro interactivo é um passo fundamental, tanto para um iniciado, como para um pessoa experiente, pois cada quadro interactivo possui funcionalidades ligeiramente diferentes que, se existem, devem ser aproveitadas.
Importa também ter presente que há um conjunto de funcionalidades que se mantém constantes na barra de ferramentas de qualquer tipo de quadro interactivo: 1) uma seta de selecção que permite a utilização da caneta como um rato; 2) um conjunto de canetas, marcadores e borracha, utilizados para escrever; 3) uma galeria, onde podem ser encontrados os recursos necessários à preparação e decorrer da aula (desde imagens, passando por ferramentas como a calculadora, régua, transferidores, mapas mundo, imagens por legendar, etc…). Para além disso, existe sempre um local que permite criar uma nova página em branco, avançar e recuar nas páginas e organizá-las. Como é óbvio há também um botão ou “balde do lixo” que permite eliminar objectos.
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2.2 Utilização do QI simples e eficaz

IDEIA N.º 1 Simplesmente utilizar o Quadro Interactivo para escrever


Uma das utilizações mais básicas e simples é utilizar o quadro interactivo para substituir o quadro de giz, ou seja para escrever. A possibilidade de utilizar diversas cores de linhas, espessuras e de não haver limitação de espaço (criando novos diapositivos pode mudar -se facilmente para um novo espaço de quadro branco).

IDEIA N.º 2 Utilizar uma ficha em processador de texto como base, escrevendo por cima


Esta é talvez a forma mais simples e eficaz de transformar uma aula que já foi preparada anteriormente utilizando uma ficha de trabalho, numa aula recorrendo ao quadro interactivo. A actividade consiste em projectar a ficha de trabalho ou a ficha de avaliação (aquando da correcção), possibilitando a análise conjunta de textos, imagens e gráficos, o acrescentar de anotações e até, quem sabe, consultar algum sítio da Internet para ajudar a construir uma resposta.

IDEIA N.º 2 Explorar um conteúdo interactivo de um CD-ROM, enciclopédia ou sítio na Internet


O mercado está cheio de CD-ROM e DVD-ROM com conteúdos pedagógicos de diferentes temas e conteúdos. Aconselho vivamente a consultar a secção multimédia da sua escola / biblioteca. Há edições para todos os gostos, desde os níveis mais básicos, como o pré-escolar, até ao nível universitário.


2.3 Outras aplicações do QI



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[1] Silva, M. (2007) Sala de Aula Interactiva Quartet Editora. Rio de Janeiro. 220p.



Esta é uma versão compacta do Livro 101 Ideias e Dicas para utilizar o Quadro Interactivo que pode ser consultado emwww.escola.diferentenet.com.
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